Bom, pessoal
desculpem pela ausência da semana passada. Melhor estou e vim
aqui hoje para filosofar e indicar um filme que nos faz pensar
em seguir aquilo com o que sonhamos. Quebrar esteriótipos
educacionais e nos remeter a inúmeras reflexões sobre a vida e seu
sentido, sobre o que fazemos. Era assim que o Professor John
Keating (Robin Williams) comandava suas aulas de Literatura na
Welton Academy, um colégio rígido norte-americano e com métodos
sistemáticos e rigorosos de ensino.
O filme Sociedade dos Poetas Mortos (Deads Poets Society -
1989 - Touchstone Pictures) conta a história de um professor
que instiga alunos a pensarem de forma diferente, inovadora, e faz
com que eles saiam do marasmo de aceitação daquilo que a
sociedade/intituição de ensino nos passa. Keating provoca em seus
alunos uma reflexão sobre a vida. Claro que o método impresso
pelo professor desperta estranheza de seus colegas de trabalho e de
pais de alunos. "Carpe Diem" (lat. - aproveite o dia) virou
lema do teórico e passou a ser seguido com fervor por seus
comandados.
Como é um ex-aluno da Academia, os alunos descobrem que Keating, em
sua época de estudante, participava de uma espécie de sociedade
secreta, em que estudantes se reuniam para ler
poesias, autores conhecidos e usavam aquilo para crescimento
pessoal. Vale destacar a excelente atuação do versátil e cômico
Robin Williams que torna o Professor Keating um sujeito caricato
e com textos carismáticos. Não o acho um ótimo ator, mas, pra
mim, esta foi sua melhor perfomance.
O ótimo roteiro do filme revela os jovens atores Ethan Hawk e
Robert Sean Leonard. Eles interpretam dois amigos que fazem
parte da nova Sociedade dos Poetas Mortos. Todos os envolvidos na
nova Sociedade sentem uma reviravolta em suas vidas. O personagem
de Hawk passa a não ser mais o tímido do início do filme e o de
Sean Leonard se torna o mais novo amante do Teatro. Este último
fato gera um extremo desconforto para sua família, que sempre
impetrou que ele deveria fazer Medicina. A família não aceita
os métodos do Professor Keating. Vale a mensagem do filme, vale o
conforto de poder parar e pensar se 'estamos mesmo fazendo valer
nossa existência".
A obra é do Diretor Peter Weir e ganhou o Oscar de Melhor Roteiro
Original. Robin Williams foi indicado ao Oscar de melhor ator,
mas perdeu a estatueta para Daniel Day-Lewis por Meu
Pé Esquerdo
P.S.: Paulo
Gustavo é jornalista e amante da sétima arte!.
