Home Data de criação : 09/07/22 Última atualização : 11/10/18 03:07 / 11 Artigos publicados

No sofá da sala ou na poltrona do cinema!

Perfume de Mulher!!! Por: Paulo Gustavo!  (No sofá da sala ou na poltrona do cinema!) escrito em quinta 20 agosto 2009 15:30

Blog de oscabotinos :Programa OS CABOTINOS, Perfume de Mulher!!! Por: Paulo Gustavo!

Hoje venho aqui pra falar de um dos meus filmes favoritos. Perfume de Mulher (Scent of a Woman/Universal Pictures, 1992) é pra ver e rever quantas vezes puder. Al Pacino dá uma aula de atuação como o ex-tenente-coronel cego Frank Slade. Distinto, nervoso, amargurado em sua vida de ex-oficial, "maluco de guerra", Slade não se dá bem com sua família e vive à espera da morte. O filme revela o jovem Chris O'Donnell, interpretando o inexperiente estudante Charlie Simms, que vai trabalhar por um fim de semana como o acompanhante de Slade, a fim de fazer um dinheiro pras festas de fim de ano.
 
Charlie Simms é um jovem aluno do renomado Colégio Baird. Simms, que é um rapaz ainda ingênuo, porém autêntico e integro, faz planos para entrar em Harvard e ter um futuro brilhante. Numa manhã normal do Colégio, Simms e um outro aluno interpretado por Phillip Seymour Hoffman presenciam uma brincadeira de muito mal gosto contra o Diretor da Instituição. Nisso, uma espécie de tribunal interno é formado pra que os dois possam delatar quem fez tal ato de vandalismo. Vale dizer que os autores do ato são amigos do personagem de Hoffman - George Willis Jr. - e que o pai deste investe muito dinheiro no Colégio.
 
Simms sente-se ameaçado pelo Diretor, que chega a tentar persuadi-lo oferecendo uma bolsa de estudos em Harvard para que ele conte quem praticou a brincadeira. Tudo com que o garoto sempre sonhou. Mas ele não queria delatar. Willis Jr. não sofria a mesma pressão que Charlie Simms. Os autores sabiam que ele não os delataria.
 
Para esquecer um pouco do problema da escola e a fim de obter dinheiro para as festas de fim de ano, Simms se oferece para trabalhar como acompanhante do oficial reformado, cego, Tenente-coronel Frank Slade. Este tem planos para um fim de semana perfeito. Visitar a família, com os quais ele não se dá, dirigir uma Ferrari, ter uma bela mulher por uma noite, dançar um tango e morrer. Então os dois seguem para Nova Iorque.
 
O Coronel Slade, mergulhado em sua amargura, não via sentido em estar vivo, daí a intensa vontade de se matar. Ao conhecer Charlie Simms, ele começa a se conhecer de novo na vida. O menino foi a salvação do Coronel, afinal, se alguém no filme chegou a gostar do Coronel foi o garoto. É neste filme que estão algumas das cenas mais marcantes de Pacino e do cinema como um cego dirigindo uma Ferrari em alta velocidade por Nova Iorque e o tango dançado com uma bela jovem. O Coronel se despede do jovem, mas acaba aparecendo inesperadamente no Baird para defender Simms.
 
A obra de Martin Brest é refilmagem de um filme italiano com título igual, de 1974, do Diretor Dino Risi. Explêndida atuação de Pacino e destaque positivo para O'Donnel. Al Pacino ganhou o Oscar de Melhor Ator e o filme ganhou 3 Globos de Ouro com Melhor Filme - Drama, Melhor Roteiro e Melhor Ator - Drama. Se vale? Claro que vale se sentar na poltrona e ver o marcante Perfume de Mulher.

P.S.: Paulo Gustavo é jornalista e amante sétima arte!

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Carpe Diem!!! Por: Paulo Gustavo!  (No sofá da sala ou na poltrona do cinema!) escrito em quinta 13 agosto 2009 15:20

Blog de oscabotinos :Programa OS CABOTINOS, Carpe Diem!!! Por: Paulo Gustavo!

Bom, pessoal desculpem pela ausência da semana passada. Melhor estou e vim aqui hoje para filosofar e indicar um filme que nos faz pensar em seguir aquilo com o que sonhamos. Quebrar esteriótipos educacionais e nos remeter a inúmeras reflexões sobre a vida e seu sentido, sobre o que fazemos. Era assim que o Professor John Keating (Robin Williams) comandava suas aulas de Literatura na Welton Academy, um colégio rígido norte-americano e com métodos sistemáticos e rigorosos de ensino.
 
O filme Sociedade dos Poetas Mortos (Deads Poets Society - 1989 - Touchstone Pictures) conta a história de um professor que instiga alunos a pensarem de forma diferente, inovadora, e faz com que eles saiam do marasmo de aceitação daquilo que a sociedade/intituição de ensino nos passa. Keating provoca em seus alunos uma reflexão sobre a vida. Claro que o método impresso pelo professor desperta estranheza de seus colegas de trabalho e de pais de alunos. "Carpe Diem" (lat. - aproveite o dia) virou lema do teórico e passou a ser seguido com fervor por seus comandados.
 
Como é um ex-aluno da Academia, os alunos descobrem que Keating, em sua época de estudante, participava de uma espécie de sociedade secreta, em que estudantes se reuniam para ler poesias, autores conhecidos e usavam aquilo para crescimento pessoal. Vale destacar a excelente atuação do versátil e cômico Robin Williams que torna o Professor Keating um sujeito caricato e com textos carismáticos. Não o acho um ótimo ator, mas, pra mim, esta foi sua melhor perfomance.
 
O ótimo roteiro do filme revela os jovens atores Ethan Hawk e Robert Sean Leonard. Eles interpretam dois amigos que fazem parte da nova Sociedade dos Poetas Mortos. Todos os envolvidos na nova Sociedade sentem uma reviravolta em suas vidas. O personagem de Hawk passa a não ser mais o tímido do início do filme e o de Sean Leonard se torna o mais novo amante do Teatro. Este último fato gera um extremo desconforto para sua família, que sempre impetrou que ele deveria fazer Medicina. A família não aceita os métodos do Professor Keating. Vale a mensagem do filme, vale o conforto de poder parar e pensar se 'estamos mesmo fazendo valer nossa existência".
 
A obra é do Diretor Peter Weir e ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original. Robin Williams foi indicado ao Oscar de melhor ator, mas perdeu a estatueta para Daniel Day-Lewis por Meu Pé Esquerdo

P.S.: Paulo Gustavo é jornalista e amante da sétima arte!.
 

 

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Paulo Gustavo, comentarista de CINEMA, novo CABOTINO na área!  (No sofá da sala ou na poltrona do cinema!) escrito em quinta 30 julho 2009 14:00

Blog de oscabotinos :Programa OS CABOTINOS, Paulo Gustavo, comentarista de CINEMA, novo CABOTINO na área!

Olá, pessoal, começaremos a sugerir aqui no Blog dos Cabotinos alguns filmes para o seu fim de semana. Filmes em cartaz no cinema e filmes para você alugar na sua locadora! Toda quinta teremos essa dica. Fique atento ao blog!

P.S.: Paulo Gustavo é jornalista e amante da sétima arte!

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Para esse fim de semana!!! Por: Paulo Gustavo!  (No sofá da sala ou na poltrona do cinema!) escrito em quinta 30 julho 2009 14:00

Blog de oscabotinos :Programa OS CABOTINOS, Para esse fim de semana!!! Por: Paulo Gustavo!

 


 

Na poltrona do cinema:

O animador brasileiro Carlos Saldanha volta às telonas com a animação infantil A Era do gelo 3 - Ice Age: Dawn of the Dinossaurs - contando as mais novas aventuras de Many, Ellie, Sid e Diego. No filme, os mamutes Many e Ellie aguardam um bebê, o tigre dentes-de-sabre Diego enfrenta a crise da idade que vem chegando e a preguiça Sid sente seu grupo ameaçado às vésperas do nascimento do bebê mamute.
 
Enquanto Diego (Marcio Garcia/Denis Leary) vem perdendo seu instinto selvagem e vê a idade se aproximando, Many (Diogo Vilela/Ray Romano) e Ellie (Claudia Gimenez/Queen Latifa) estão ansiosos demais com a vinda de seu filhote; com isso a preguiça Sid (Tadeu Mello/John Leguizamo) vai atrás de uma "nova" família e, sem saber, rouba ovos de um Tiranossauro Rex. Sid cuida de seus filhotes até a mãe verdadeira vir buscá-los. A preguiça discute com o T-Rex, que acaba levando-a junto com seus filhos a um mundo subterrâneo, onde sobrevivem espécies tidas como extintas, como muitos tipos de dinossauros.
 
Many, Ellie, Diego e dois gambás falastrões e engraçados iniciam uma nova aventura em busca do companheiro Sid neste mundo subterrâneo. Ao chegarem lá, conhecem Buck (Alexandre Moreno/Simon Pegg), uma transtornada doninha de um olho só que deseja vingança a Rudy, um gigante dinossauro que a fez perder o olho. Buck ajuda a turminha a enfrentar plantas carnívoras, diversos dinossauros, e obstáculos oferecidos pelo cenário surreal. Aqui é válido destacar a personagem da doninha, que protagoniza cenas engraçadas e malucas, proporcionando algumas gargalhadas pra quem curte um humor maluco mesmo, aquele sem explicação. Ela fala com uma pedra, brinca de fantoche com as mãos e com os pés e cita que foi casada com um abacaxi, além de cenas cômicas que nos remetem a filmes como os de John Rambo. A turma logo prega: "esta doninha é maluca?".
 
Quanto aos dubladores, destaque para Ray Romano, que na versão em original arrasta o personagem Many e o deixa com a voz bem nasal, calma, pacífica. Ponto também para Simon Pegg que, com um sotaque britânico e com falas rápidas, torna a doninha Buck um ser diferenciado e superior aos demais, como quem conhece em demasia as diversas situações de perigo, estando sempre alerta ao mundo subterrâneo. Na versão dublada, palmas para Claudia Gimenez, que imprime uma voz valente e segura à mamute Ellie.
 
A novidade fica por conta da animação em 3D. Cenários coloridos e agradáveis, personagens novos, piadas boas e inteligentes, o filme arranca bons risos da platéia. É simples, o roteiro é bem simples, mas satisfaz quem quer apenas rir e se sentir leve, como este que vos escreve.  Não é preciso do óculos especial pra perceber tais efeitos em 3D. É uma diversão pras crianças, em princípio, mas pode muito bem alimentar um adulto.
 
Ah! Vocês devem se perguntar sobre o esquisto esquilo Scrat. Sim, ele está no filme também e, claro, a todo tempo atrás de uma noz que foge de suas garras pelo filme, sempre paralelo à história dos protagonistas. No enrolar do filme ele conhece uma esquilo fêmea, que o seduz, mas logo vira uma concorrente à caça da noz. O casal monta um lar até que a noz reaparece e aí... Bom, vá ver o filme!

 

No sofá da sala:
 
"Roger, pegue o gato" e "estou velho demais para isso" são frases que ficaram famosas num dos thrillers mais famosos da década de 80 e 90. Minha dica para sua videoteca particular é a sequência Máquina Mortífera (Warner Bros.), estrelada por Mel Gibson e Danny Glover. Os filmes fizeram muito sucesso devido à química existente entre os dois protagonistas. Foram quatro longas recheados com cenas engraçadas e com muita aventura.
 
Riggs, personagem de Mel Gibson, é um policial pirado mesmo, emotivo, maluco, insandecido e que faz tudo sem medir as consequências. Já Roger, interpretado por Danny Glover, é um tira pacato, racional, aquele que faz tudo certo para não prejudicar sua tão aguardada aposentadoria. Os dois enfrentam todos os tipos de criminosos. Ex-militares do Vietnã traficantes de drogas, diplomatas sul-africanos impunes, uma quadrilha de ladrões de armas e traficantes de escravos chineses são alguns do vilões que respectivamente estão nos quatro filmes.
 
Além de adorar a atuação completamente oposta de Gibson e Glover, afinal os dois policiais são bem diferentes, meu destaque fica para o ator Joe Pesci, que entra no segundo filme e fica até o fim da série. Papel simples. Fácil. Ele é um corretor de imóveis influente, chato, puxa-saco, e que perturba a dupla de tiras o tempo todo. Destaco também aqui algumas cenas em que me amarro e dou risadas sempre que vejo, como uma bomba no banheiro do calmo Roger, enquanto ele estava sentado no vaso (2º filme); a tentativa frustrada de desarmarem outra bomba no estacionamento de um prédio - quando aparece um gato (3º filme); Roger de cueca imitando uma galinha em frente a um atirador (4º filme) e, em especial, também no quarto filme, a luta dos dois policiais contra o personagem de Jet Li: nunca apanharam tanto em toda a série. Vale o riso.
 
A quadrilogia é pioneira no quesito comédia policial nas telonas. Os 4 filmes são leves, amarrados, fáceis de acompanhar, divertidos e com roteiros simples e bons. Diálogos rápidos e o humor descontraído fazem parte desta obra do estúdio Warner. Pra mim, a melhor sequência de todos os tempos na categoria comédia policial.
 
Opa, quase me esqueci de mencionar a famosa forma de contar dos dois policiais. Era assim: antes de iniciarem uma ação, eles entravam em conflito sobre a hora certa de agir. Não se sabe até hoje se o certo é na base do "1... 2... 3... e" ou do "1... 2.. e 3".
 


P.S.: Paulo Gustavo é jornalista e amante da sétima arte!

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